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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Fábula - O Corvo e o Jarro



O Corvo e o Jarro

Um corvo, que estava sucumbindo de sede viu, lá do alto um jarro. Na esperança de achar água dentro dele, voou até lá com muita alegria. Quando o alcançou, o corvo descobriu, para sua tristeza, que o jarro continha tão pouca água em seu interior, que era impossível retirá-la lá de dentro.
Ainda assim, ele tentou de tudo para alcançar a água que estava dentro do jarro, mas como seu bico era curto demais, todo seu esforço foi em vão.
Por fim, ele pegou tantas pedras quanto podia carregar e colocou-as, uma a uma, dentro do jarro. Ao fazer isso, o nível da água ficou ao alcance do seu bico, e desse modo ele salvou sua vida.


Moral da história: A necessidade é a mãe de todas as invenções.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Fábula - O Urso e as Abelhas



O Urso e as Abelhas

Um urso procurava, por entre as árvores, pequenos frutos silvestres para sua refeição matinal quando deu de cara com uma árvore caída, dentro da qual um enxame de abelhas guardava seu precioso favo de mel.
O urso, com bastante cuidado, começou a farejar em volta do tronco tentando descobrir se as abelhas estavam em casa.
Nesse exato momento, uma das abelhas que estava no campo coletando o néctar das flores para levar à colmeia, retornou e deu de cara com o matreiro e curioso visitante.
Receosa do que o urso pretendia fazer em seguida, a abelha voou até ele, deu-lhe uma ferroada e desapareceu no oco da árvore caída.
O urso, tomado pela dor da ferroada, ficou furioso e incontrolável. Pulou em cima do tronco com unhas e dentes, disposto a destruir a casa das abelhas. Mas, isso apenas provocou uma reação de toda a colmeia.
Assim, só restou ao pobre urso, fugir o mais depressa que pode em direção a um pequeno lago, onde mergulhou e permaneceu imerso até estar a salvo.

Moral da história: É mais sábio suportar uma simples provocação em silêncio, que despertar a fúria incontrolável de um inimigo mais poderoso.

Parábola - Demonstração de Fé



Demonstração de Fé

 

- Vamos até a montanha onde Deus mora? - Um cavaleiro convidou seu amigo - Quero provar que ele só sabe pedir e nada faz para aliviar o nosso fardo.
- Pois, muito bem, eu vou para demonstrar a minha fé! - Disse o outro.
Os dois chegaram, à noite, no alto do monte e escutaram uma voz na escuridão: 
- Encham suas bolsas com as pedras do chão!
- Viu?! - Disse o primeiro cavaleiro - Depois de tanto subir, Ele ainda nos faz carregar mais peso. Jamais obedecerei.
O segundo cavaleiro, homem de muita fé, fez o que a voz dizia.
Quando terminaram de descer o monte, já estava amanhecendo e os primeiros raios de sol iluminaram as pedras que o cavaleiro piedoso havia trazido. Eram diamantes puríssimos e muito valiosos.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Fábula - O Porco-espinho



O Porco-espinho

Durante a era glacial muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, pois assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente.
Mas havia um problema. É que os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso, decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados.
Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram…

Moral da História: O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Fábula - O Leão e o Rato



O Leão e o Rato

Um leão dormia sossegado, quando foi acordado por um rato que passava correndo em cima de seu rosto. Com um ágil ataque ele o agarrou e já estava pronto para matá-lo, quando o rato implorou:
- Por favor, se o senhor me soltar, tenho certeza que um dia poderei retribuir sua bondade.
Mesmo rindo por achar ridícula a ideia, o leão resolveu soltá-lo.
Pouco tempo depois, o leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se.
O rato, ouvindo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-lo livre. Então disse:
- O senhor riu da ideia de que eu teria capacidade de ajudá-lo um dia. Nunca esperava receber de mim qualquer favor em troca do seu. Mas, agora o senhor sabe que, mesmo um pequeno rato como eu, é capaz de retribuir um favor a um poderoso leão, como o senhor.

Moral da história: Os pequenos amigos podem se revelar como os melhores e mais leais aliados.



Parábola - O Cavalo e Seu Cavaleiro



O Cavalo e Seu Cavaleiro

Era uma agradável manhã de primavera, quando um jovem rico saiu para dar uma volta no seu novo cavalo. Embora o jovem não soubesse, mas seu cavalo ainda era quase selvagem. Assim que sentiu o cavaleiro sobre a sela, o animal pôs as orelhas para traz e disparou em alta velocidade pela pista.
Em vão, o jovem cavaleiro tentou controlar sua montaria, porém o animal não obedecia. Tudo o que o homem podia fazer era lançar os braços ao redor do pescoço do cavalo e se segurar da melhor maneira possível.
- Aonde você vai com tanta pressa? - Gritou um amigo do cavaleiro, enquanto se punha em segurança numa vala.
- Como vou saber? - Respondeu o jovem, enquanto era levado - Não sou eu quem está no controle. É melhor perguntar ao cavalo.

Moral da história: Temos que ter coragem e sabedoria para assumir o controle de nossa vida, antes que outro o faça.



Fábula - O Mágico e o Camundongo



O Mágico e o Camundongo

Era uma vez um camundongo que vivia angustiado, com medo do gato.
Um mágico teve pena dele e o transformou em gato.
Mas, ele ficou com medo do cão e, por isso, o mágico o transformou em pantera.
Então, ele começou a temer os caçadores.
A essa altura, o mágico desistiu e o transformou em camundongo novamente.
- Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo.

Moral da história: o maior empecilho para alguém é o medo, pois este é capaz de muito, até mesmo de paralisá-lo.



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Fábula - Os Dois Sapos



Os Dois Sapos

Numa empresa de laticínios, dois sapos, desastradamente, saltaram para dentro de um balde de leite cremoso.
- É melhor desistir... - coaxou um dos sapos depois de tentar, em vão, sair do balde - Vamos morrer!
- Continue a nadar. - disse o segundo sapo - Encontraremos uma maneira de sair deste atoleiro!
- Não adianta! - disse o primeiro - Isto é grosso demais para nadar, mole demais para saltar e escorregadio demais para rastejar. Um dia temos mesmo de morrer, por isso, tanto faz que seja esta noite.
Afundou-se no balde e acabou por morrer.
O amigo, porém, continuou a nadar, nadar, nadar... e quando amanheceu, viu-se encarrapitado num monte de manteiga que ele, sozinho, havia batido.
Então, o segundo sapo além de ter se salvado, estava lá no alto, com um sorriso, comendo as moscas que voavam ao seu redor, vindas de todas as direções.

Moral da história: Em uma mesma situação, existem aqueles que só enxergam dificuldades, e existem os que sabem encontrar oportunidades, pois não há conquista sem luta.



Parábola - Seu Cavalo Pode Voar



Seu cavalo pode voar


Um poderoso rei condenou um humilde súdito à morte. O homem, prestes a ser executado, fez um último pedido e foi atendido pelo rei. Ele teria que ensinar o cavalo real a voar. Caso não conseguisse, no prazo de um ano,  sua sentença seria cumprida.
- Por que adiar o inevitável? -  Perguntou-lhe um amigo.
- Não é inevitável - Ele respondeu - As chances são de quatro a um ao meu favor. Dentro de um ano o rei pode perder o trono, ou eu posso fugir, ou o cavalo pode fugir ou, ainda, eu posso ensinar o cavalo a voar.

Moral da história: Não devemos nos dar por vencidos diante das adversidades pois, com fé e determinação, sempre há possibilidade de mudar os acontecimentos.



Fábula - As Duas Cabras



As Duas Cabras

Duas Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de um vale montanhoso. Acontece que as duas se encontravam separadas uma da outra por um abismo, em cujo fundo, corria um caudaloso rio que descia das montanhas.
O único meio de cruzar de um lado ao outro do despenhadeiro era o tronco estreito de uma árvore caída e, nem mesmo dois pequenos esquilos eram capazes de cruzá-lo ao mesmo tempo com segurança.
Aquele precário caminho era capaz de amedrontar até mesmo o mais bravo dos pretendentes à travessia, exceto aquelas duas cabras, cujo orgulho não permitiria que uma permanecesse diante da outra, sem que isso não representasse uma afronta aos seus domínios.
Então, resolveram atravessar o estreito caminho ao mesmo tempo, para decidir qual delas deveria permanecer naquele local. No meio da travessia, as duas se encontraram e começaram a se agredir mutuamente com seus poderosos chifres.
As duas cabras permaneceram firmes na decisão de levar adiante o forte desejo pessoal de dominação. Nenhuma das duas mostrava disposição em ceder caminho à adversária. Assim, pouco tempo depois, acabaram por cair na profunda grota, e logo foram arrastadas pela forte correnteza do rio.

Moral da história: Optar pelo orgulho e teimosia é prova de insensatez, pois pode representar o caminho mais curto para a destruição.



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Párabola - O Alpinista



O Alpinista

Era uma vez um alpinista que buscava sempre superar novos obstáculos.
Depois de muitos anos de preparação, ele resolveu escalar o Aconcágua. Mas, por querer a glória somente para si, ele resolveu escalar sozinho, sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade.
Começou a subida. O tempo foi passando. Como não havia se preparado para acampar, ele resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo. Escureceu, e não era possível enxergar mais nada. Tudo era escuridão. Não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.
Subindo por uma parede estreita, já próximo do topo, ele escorregou e caiu. Caia a uma velocidade vertiginosa e durante a queda, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida.
De repente, ele sentiu um puxão forte. Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Nesse momento de silêncio, suspenso no ar, na mais completa escuridão, não havia nada a fazer, a não ser gritar:
- Ó meu Deus, me ajude!
De repente uma voz grave e profunda, vinda dos céus, respondeu:
- O que você quer de mim, meu filho?
- Me salve, meu Deus, por favor!
- Você realmente acredita que eu possa te salvar?
- Eu tenho certeza, meu Deus.
- Então, corte a corda que te mantém pendurado.
Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou ainda mais à corda e refletiu que se fizesse isso morreria.
O pessoal do resgate conta que, no dia seguinte, ao realizar as buscas, encontrou um alpinista morto, agarrado fortemente a uma corda com suas duas mãos, congelado… a somente meio metro do chão.

Moral da história: Para crer em Deus verdadeiramente, é preciso confiar a ponto de se entregar por completo em Suas poderosas mãos.




Parábola - A Aranha





A Aranha

Certa vez, um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, pegou um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
- Deus, Todo Poderoso, fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!
Nesse momento, o homem percebeu que os malfeitores se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na sua entrada apareceu apenas uma minúscula aranha.
A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha. O homem se pôs a fazer outra oração, cada vez mais angustiado:
- Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha! Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar…
Então, ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada, mas viu apenas a aranha tecendo a teia.
Os malfeitores estavam quase entrando na trilha, na qual o homem se encontrava, quando ele escutou:
- Vamos, entremos nesta trilha! – Disse um dos malfeitores.
- Não, não está vendo que tem até teia de aranha? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas. – Respondeu outro malfeitor, desistindo de entrar naquela trilha.

Moral da história: Em sua infinita sabedoria, Deus não dá o que queremos, mas sim aquilo que precisamos.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Fábula - O Leão e o Golfinho



O Leão e o Golfinho

Um leão, que perambulava por uma praia, avistou um golfinho e já foi logo convidando-o a se juntar a ele:
- Nós faremos uma dupla perfeita, pois reinamos juntos... você reinará sobre os animais marinhos e eu sobre os terrestres.
O golfinho aprovou com alegria essa ideia.
Porém, havia um empecilho: o leão mantinha, de longa data, uma guerra contra um touro selvagem. Então, pediu a ajuda do golfinho que, por mais que tentasse sair da água, não conseguia. E o leão acusou-o de traição. Então, o golfinho falou:
- Não me acuses. É a minha natureza que me faz viver na água e não me permite pisar em terra firme.

Moral da história: devemos escolher aliados que possam nos socorrer nos momentos de perigo.

Fábula - O Golfinho, as Baleias e a Carpa



O Golfinho, as Baleias e a Carpa

Golfinhos e baleias se engalfinhavam. A batalha já durava muito tempo quando, vindo das profundezas, uma carpa tentou reconciliá-los. Mas um dos golfinhos falou:
- Antes morrer sob os golpes de nossos adversários, que te ter como mediador!

Moral da história: Em tempos de conflito, os insignificantes querem se fazer de importantes.





Fábula - O Gato e o Galo


O Gato e o Galo

Um gato, ao agarrar um galo, ficou imaginando como encontrar uma desculpa de qualquer tipo que fosse, para justificar o seu desejo de comê-lo. Então, acusou o galo de causar aborrecimentos aos homens por não deixar ninguém dormir, ao cantar à noite.
O galo se defendeu dizendo que fazia isso em benefício dos homens, e que desse modo, os ajudava a acordar cedo para apreciar o raiar do sol e para cumprir com os seus compromissos.
O gato ouviu os argumentos de defesa, porém respondeu para o galo:
- Apesar de você ter me dado uma boa desculpa, eu não posso ficar sem comer.
E assim comeu o galo.

Moral da história: Quem é mau caráter, sempre vai procurar uma desculpa para justificar suas ações.



domingo, 24 de novembro de 2013

Fábula - O Mosquito e o Touro



O Mosquito e o Touro

Um mosquito estava voando, a zunir em volta da cabeça de um touro. Depois de um longo tempo, pousou em seu chifre, e pedindo perdão pelo incômodo que supostamente lhe causava, disse:
- Se o meu peso incomoda o senhor, por favor, é só dizer, e eu irei imediatamente embora!
Placidamente, o touro lhe respondeu:
- Oh, nenhum incômodo há para mim! Tanto faz você ir ou ficar e, para falar a verdade, nem sabia que você estava em meu chifre.

Moral da história: Quanto menor a mente, maior a presunção. Com frequência, diante de nossos olhos, julgamos-nos o centro das atenções e deveras importantes, bem mais do que realmente somos diante dos olhos do outros.



sábado, 23 de novembro de 2013

Fábula - O Atum e o Golfinho


O Atum e o Golfinho

Perseguido por um golfinho, um atum fugia velozmente, provocando ondulações na água. Já estava prestes a ser capturado quando, levado por sua própria força, foi parar na praia.
O golfinho, que queria agarrar o atum a qualquer custo, também se lançou longe das águas. Então, o atum percebendo que estava na mesma situação de seu inimigo, falou:
- Para mim o que vier não me entristece, pois sei que o mesmo acontecerá com aquele que causou essa situação.

Moral da história: É preciso ter precaução quando perseguimos qualquer objetivo, por mais simples que seja.




Parábola - O Homem, o Cavalo e o Cachorro



O Homem, o Cavalo e o Cachorro

Um homem, seu cavalo e seu cachorro caminhavam por uma estrada. Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que eles haviam morrido num acidente. 
A caminhada era muito longa, morro acima. O sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água. Numa curva do caminho avistaram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma lagoa muito bonita, com montanhas e, ao lado, havia uma praça calçada com blocos de mármore, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina.
Numa guarita, um homem guardava a entrada e o caminhante dirigiu-se a ele:
- Bom dia. - Disse o caminhante.
- Bom dia. - Respondeu o homem.
- Que lugar é este, tão lindo? - Ele perguntou.
- Isto aqui é o céu.
- Que bom que nós chegamos ao céu! Estamos com muita sede. - Disse o caminhante.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade. - Disse o sujeito, indicando-lhe a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
- Lamento muito, disse o sujeito. - Aqui não se permite a entrada de animais. Está escrito em Apocalipse 22:15 que os cães não entram no céu.
O homem ficou triste e muito desapontado porque sua sede era grande, mas ter que deixar seus amigos com sede, partia-lhe o coração. Então, decidiu que não beberia e, assim, prosseguiu em seu caminho.
Depois de muito caminharem, chegaram ao sopé de uma montanha onde o caminho se bifurcava: um era muito bonito, largo e florido e o outro, morro acima, nem parecia rua, pois era estreito e pedregoso. Ele e seus amigos partiram nessa direção, chegando a um lugar cuja entrada era marcada por uma porteira velha, semi aberta e escancarada.
Transpuseram a porteira e chegaram a uma rua, um caminho de grama bem verdinha, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra. E foram caminhando. Ali as ruas eram calçadas de ouro, jaspe e cristal. Lá no final, à sombra de uma das árvores, encontraram um sujeito deitado, cabeça coberta com um chapéu, que parecia estar dormindo.
- Bom dia. - Disse o caminhante.
- Bom dia. - Respondeu o homem.
- Eu, meu cavalo e meu cachorro estamos com muita sede. - Disse o recém-chegado.
- Há uma fonte que jorra naquelas pedras. - Disse o homem, indicando-lhe um lugar ali próximo. - Podem beber à vontade.
O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado. - Disse o homem ao sair.
- Voltem quando quiserem. - Respondeu o sujeito.
- A propósito. - Disse o caminhante. - Qual é o nome deste lugar?
- Aqui é o céu. - Respondeu o homem.
- Céu? Mas o sujeito na guarita, ao lado do portão de mármore, disse que lá é que era o céu. - Complementou, intrigado.
- Aquilo não é o céu, não. Aquilo é o inferno. O diabo é o pai da mentira, você não sabia? Ele usa, inclusive, citações da Bíblia para enganar os incautos... - Foi a resposta que obteve.
O caminhante ficou perplexo, coçando o queixo, confuso.
- Ué... mas, então, essa informação falsa deve causar grandes confusões. - Disse ele.
- De forma alguma. - Respondeu o homem. - Na verdade, ele nos faz um grande favor, porque lá ficam aqueles que não têm coração e são capazes até de abandonar seus melhores amigos.


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Fabula - O Lobo e o Leão



O Lobo e o Leão

Um lobo roubou uma ovelha e, depois de refletir por um instante, chegou à conclusão de que o melhor seria levá-la para longe do curral, com o objetivo de servir-se de sua refeição sem o indesejado risco de ser interrompido por alguém.
No entanto, seus planos mudaram de rumo bruscamente quando, no caminho, ele cruzou com um poderoso leão. Sem muita conversa, o leão deu um bote e tomou a ovelha.
Contrariado mas, mantendo uma distância segura do seu oponente, o lobo disse em tom injuriado, com uma certa dose de ironia:
- Você não tem o direito de tomar para si aquilo que, por direito, me pertence!
O leão, sentindo-se um tanto ultrajado pela audácia do seu concorrente, olhou em volta, mas como o lobo estava muito longe dele, percebeu que não valia a pena persegui-lo apenas para lhe dar uma lição. Então, o leão preferiu apenas se dirigir ao lobo com desprezo:
- Como pertence a você? Você por acaso a comprou, ou por acaso, terá o pastor lhe dado como presente? Por favor, me diga como você conseguiu essa ovelha para si...
Sem nada a dizer em seu favor, o lobo deu-se por vencido e se afastou.

Moral da história: Aquilo que se consegue pelo mau, pelo mau se perde.