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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Contos Folclóricos - O Negrinho do Pastoreio


O Negrinho do Pastoreio
Origem da Lenda
O Negrinho do Pastoreio é uma lenda do folclore brasileiro, de origem africana, que retrata a violência e a injustiça impostas aos escravos, ao contar a história de um garoto escravo que passa por maus tratos e morre em um formigueiro.

O Que Diz a Lenda
Uma das versões diz que, havia um escravo negro, ainda adolescente, encarregado de cuidar do pasto e dos cavalos de um rico fazendeiro. Num determinado dia, ao voltar do trabalho, o menino foi acusado pelo patrão de ter perdido um dos cavalos. Então, o fazendeiro mandou que o menino fosse açoitado e depois voltasse ao pasto para procurar o cavalo. Após procurar por várias horas, o menino retornou à fazenda sem encontrar o cavalo, sofrendo um castigo ainda maior: o patrão o colocou pelado dentro de um formigueiro. No dia seguinte, o fazendeiro retornou para verificar a situação do menino e se surpreendeu ao vê-lo livre, sem nenhum ferimento, montando o cavalo baio que havia sumido. Conta a lenda que o menino foi salvo por um milagre, sendo transformado em anjo.

Outra Versão da Lenda
Uma outra versão conta que trata-se de um menino muito negro e pequeno, escravo de um estancieiro cruel. O menino não tinha nome, sendo conhecido apenas como Negrinho. Ele se dizia afilhado da Virgem Maria. Um dia, após perder uma corrida, o Negrinho foi cruelmente punido pelo estancieiro e, caindo no sono, perdeu o pastoreio. Foi castigado também por esse motivo. Ao reencontrar o pastoreio, o menino dormiu outra vez, perdendo o pastoreio pela segunda vez. Então, além da surra, o estancieiro jogou o menino sobre um formigueiro, voltando três dias depois, e para sua surpresa, viu o Negrinho em pé, com a pele lisa, acompanhado de sua madrinha.

Significado
O Negrinho do Pastoreio é considerado, por aqueles que acreditam na lenda, como o protetor das pessoas que perdem algo. De acordo com a crença, ao perder alguma coisa, basta pedir ao menino do pastoreio, que ele ajuda a encontrar. Em retribuição, a pessoa deve acender uma vela ao menino ou comprar uma planta.

Conto Folclórico
Há muito tempo, no Rio Grande do Sul, havia um fazendeiro muito rico, que tinha muita maldade no coração. Ele tinha um escravo, conhecido apenas como Negrinho do Pastoreio, que se dizia afilhado de Nossa Senhora. O estancieiro dava muito trabalho e pouca comida ao Negrinho.
Um dia, o fazendeiro apostou uma corrida a cavalo com um vizinho que dizia possuir o cavalo mais rápido daquelas estâncias. Então, o fazendeiro mandou o Negrinho treinar e montar seu baio mais famoso.
Depois das apostas feitas, iniciou-se a corrida. Os dois cavalos permaneceram lado a lado durante grande parte do percurso. Negrinho se esforçava muito, pois sabia que seria surrado se não vencesse. Aos poucos foi tomando a frente, mas algo assustou o cavalo, que empinou e quase derrubou Negrinho. Isso foi o suficiente para que o adversário ultrapassasse e ganhasse a corrida.
O fazendeiro, furioso, teve que cobrir as apostas.
Ao retornar à fazenda, o estancieiro disse ao Negrinho que este ficaria trinta dias e trinta noites com o cavalo perdedor no pasto e ainda cuidaria de outros trinta cavalos. Além disso, deu trinta chibatadas no pequeno escravo.
Dias depois, Negrinho rezou para Nossa Senhora e adormeceu. Os cavalos soltaram-se. Negrinho acordou assustado e, quando percebeu a fuga dos cavalos, sentou-se e chorou.
O filho do fazendeiro, que estava perto, viu tudo e foi correndo contar ao pai. O patrão mandou outros escravos buscarem o Negrinho. O pequeno escravo até tentou explicar o ocorrido, mas de nada adiantou. Ele foi amarrado no tronco e açoitado. Após a surra, o fazendeiro mandou que ele procurasse pelos cavalos.
Negrinho achou os cavalos, os amarrou e se deitou no chão para descansar. Então, o filho do fazendeiro vendo isso, fez uma nova maldade, soltando os cavalos e indo dizer ao pai que o Negrinho havia encontrado os cavalos, mas deixou-os fugir outra vez.
O patrão ficou furioso, amarrou Negrinho pelos pulsos e bateu nele impiedosamente. Negrinho rezou para Nossa Senhora e desmaiou de dor.
Pensando que havia matado o Negrinho, o fazendeiro não soube o que fazer com o corpo e, avistando um enorme formigueiro, o jogou lá.
No dia seguinte, curioso para ver o corpo do menino, o patrão foi até o formigueiro. Para sua surpresa, viu o Negrinho de pé, sorrindo ao lado de Nossa Senhora, tendo em volta dele os cavalos perdidos. O garoto montou num deles e partiu com trinta cavalos atrás de si.
Até hoje, em alguns lugares do país, quando as pessoas perdem algo, acendem uma vela para o Negrinho do Pastoreio, acreditando que o garoto vai ajudar a encontrar o objeto perdido.


domingo, 28 de julho de 2013

Contos Folclóricos - A Iara




A Iara


O que diz a lenda
A iara, também conhecida como mãe-d’água, é um personagem fascinante do folclore brasileiro. Ela tem a pele morena, cabelos pretos e longos, e vive no rio Amazonas. Seu corpo é metade mulher e metade peixe. Com seu canto atraente, ela consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

Como ela era
Dizem que a iara era uma índia, excelente guerreira, e por esse motivo sempre recebia muitos elogios de seu pai, o pajé. Isso despertou a inveja de seus irmãos, que se sentiam incomodados pelo tratamento dispensado a ela, e resolveram matá-la enquanto ela dormia.

Como ela se transformou
Por ser muito ágil, Iara percebeu o que estava acontecendo e os matou para se defender, fugindo em seguida com medo da reação de seu pai. Então, o pajé a perseguiu até encontrá-la e, como punição pelo crime, a jogou nas águas, no encontro do Rio Negro com o Rio Solimões. Ela foi levada pelos peixes até a superfície e transformada por eles em sereia.

Como ela vive
Os pescadores contam que ela pode ser vista na beira das águas, penteando seus cabelos com um pente de ouro, ao entardecer. Dizem, também, que seu canto é irresistível e que muitos rapazes já se afogaram encantados pela belíssima iara.

Contos Folclóricos - O Lobisomem




O Lobisomem 

Onde existe a lenda
O Lobisomem é um dos seres fictícios mais populares do mundo. Essa lenda também é muito conhecida no folclore brasileiro sendo que, algumas pessoas, especialmente aquelas mais velhas que moram nas regiões rurais, de fato acreditam em sua existência.

A origem
Conta-se que o primeiro lobisomem surgiu porque um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se numa mistura de lobo e homem nas noites de lua cheia, atacando todos aqueles que ele encontrava pela frente.

Como ele é
Segundo a lenda, o lobisomem é um homem que se transforma numa criatura metade homem e metade lobo. Quem é esse homem e a forma como ocorre essa transformação é muito variável de uma região para outra. Mas, de modo geral, quando está em sua forma humana, ele apresenta comportamentos estranhos, como mudança brusca de comportamento, e é bastante desconfiado, pois teme ter seu segredo descoberto.

Quem vira lobisomem
Alguns dizem que o lobisomem é o sétimo filho homem depois de uma sequencia de seis filhos também do sexo masculino. Já outros falam que é o menino nascido após uma sucessão de sete mulheres. Também dizem que o sétimo filho de um sétimo filho se tornará um lobisomem. Há até quem diga que a maldição pode ser herdada de um familiar que, após o falecimento, a repassa para o filho ou neto.

Onde ele se transforma
A transformação, segundo algumas pessoas, ocorre à meia-noite da sexta-feira, durante a lua cheia, em uma encruzilhada, sendo que em seguida o lobisomem sai por aí matando ferozmente tudo que se move e tendo que retornar à encruzilhada antes do amanhecer para voltar a ser homem. Já outros falam que, ao invés da encruzilhada, ele se transforma em um terreiro, se espojando.  Em alguns lugares, até se fala que após a transformação, ele tem que correr por sete cemitérios antes do amanhecer, sob pena de viver na forma de lobisomem por toda sua vida. 

Quando ele começa a se transformar
Segundo a lenda, o homem que está pré-destinado a virar lobisomem, começa a sofrer suas primeiras metamorfoses na puberdade, por volta dos treze anos de idade. Caso alguém seja mordido por um lobisomem, este também se transformará, porém, se não encontrar a cura até a décima segunda badalada desse dia, ficará lobisomem por toda a eternidade.

Como se livrar de um lobisomem
Para findar a situação de lobisomem, é necessário que alguém tenha coragem suficiente para bater bem forte em sua cabeça. Já para matá-lo é preciso acertar em seu coração com uma bala de prata. Dizem, também, que o fogo é capaz de destruí-lo.

Contos Folclóricos - O Boto



O Boto


O que diz a lenda
Segundo a lenda, o boto é representado por um homem jovem, bonito e muito charmoso. Durante o dia ele vive nas águas dos rios, mas no início da noite, ele se transforma em homem e sai das águas, muito bem vestido e de chapéu. O chapéu serve para esconder o buraco que todos os botos possuem no alto da cabeça, usado para respirar.

O que diz a ciência
A ciência explica que o boto é um mamífero da ordem dos cetáceos e que, um grupo deles, vive em água doce. Ele é cinzento, mas clareia com a idade e fica cor-de-rosa.

Como ele age
O boto costuma ir a bailes e festas, onde dança e conquista as moças. Antes do amanhecer, ele leva uma bela jovem para a beira do rio, a namora e torna-se pai de seu filho. Depois, ele mergulha nas águas do rio para voltar a ser um boto novamente. Até os dias de hoje, as mães solteiras do Amazonas, dizem que seus filhos são do boto.

O que os homens pensam do boto
O olho do boto, seco, é considerado um amuleto para se conseguir sorte no amor. Dizem que, se um homem quer conquistar uma mulher, ele deve olhar para ela através de um olho de boto, pois assim ela não conseguirá resistir e ficará perdidamente apaixonada.


Contos Folclóricos - O Boitatá





O Boitatá


A origem
Conta a lenda que o boitatá era uma cobra que sobreviveu a uma grande enchente. Para isso, ela entrou num buraco e lá permaneceu no escuro. Essa seria a razão de seus olhos crescerem. Desde então, ele anda pelos campos em busca de restos de animais.

Como ele é
As pessoas relatam muitas coisas sobre o boitatá. Falam que ele assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes, do tamanho de sua cabeça, e persegue os viajantes noturnos.
Outros dizem que, trata-se de uma grande serpente de fogo encantada, que ataca qualquer animal que se atreve a entrar na água quando ele está por perto, comendo-lhes os olhos e absorvendo a luz dos mesmos.

Onde ele vive
Conta a lenda que o boitatá  mora no fundo dos rios e, às vezes, é encontrado  rondando as rancheira em busca de comida. Dizem, também, que ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata.

Como ele age
Alguns consideram o boitatá como sendo o espírito de gente ruim ou alma penada que, por onde passa, vai tocando fogo nos campos. Outros falam que ele protege as matas contra incêndios.

O que diz a ciência
Já a ciência explica que, existe um fenômeno chamado fogo-fátuo, que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos, sepulturas e carcaças de grandes animais mortos e que, vistos de longe, parecem grandes tochas em movimento.

sábado, 27 de julho de 2013

Folclore - Significado, Conceito e Expressividade




Significado de Folclore
O termo folclore foi criado por estudiosos interessados em pesquisar e analisar as manifestações culturais de origem popular. Representa a junção entre duas expressões da língua inglesa: “folk”, que significa povo e “lore” que significa saber, podendo ser traduzido como “conhecimento do povo”.

Conceito de Folclore
Folclore é o conjunto de tradições e manifestações populares, transmitidas de geração para geração, sendo constituído por lendas, mitos, supertições, canções, festas populares, crenças, jogos, advinhas e ditados populares.

Expressividade Folclórica
Sua expressão pode ser representada por uma produção anônima, tradicional e, ao mesmo tempo, reconhecida por uma coletividade. Apesar de resistir ao tempo, o folclore é dinâmico, tem a capacidade de se renovar e não está limitado geograficamente, podendo revelar valiosos aspectos de um povo e sua história.

Lendas e Mitos
Quando se fala em folclore, é muito comum que as pessoas pensem imediatamente nas lendas e mitos que povoam a imaginação, relacionando-o às histórias que já ouviram sobre seres fantásticos e suas atuações impressionantes.

O Que São Lendas
Lendas são estórias fantasiosas, transmitidas verbalmente através dos tempos, combinando fatos reais e históricos com fatos imaginários. Como são repassadas oralmente entre as pessoas, as lendas vão sofrendo alterações à medida que são recontadas.

O Que São Mitos
Mitos são narrativas simbólicas, com o objetivo de tentar explicar fatos como a origem do ser humano, a realidade e os fenômenos naturais. Neles, personagens incríveis se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo. Na maioria das vezes, os mitos referem-se aos relatos das civilizações antigas que, organizados, constituem uma mitologia.

Contos Folclóricos
O Brasil possui um folclore riquíssimo. Por tratar-se de um país de grandes dimensões, há também uma enorme variedade de contos folclóricos de uma região para outra, porém muitos deles são conhecidos em todo território, com algumas variações.

Contos Folclóricos da Região Sul
Na região sul, encontramos as lendas da gralha azul, do negrinho do pastoreio, do diabinho da garrafa, da procissão das almas, da mão cabeluda, da mula sem cabeça, entre outras.

Contos Folclóricos da Região Sudeste
No sudeste, ouvimos as lendas da onça maneta, da pisadêra, do chibamba, da mula sem cabeça, do quibungo, da procissão das almas, da missa dos mortos, do pilão moedor, entre várias outras.

Contos Folclóricos da Região Centro-Oeste
Na região centro-oeste, são conhecidas as lendas do nego d’água, do arranca-línguas, da mãe do ouro, do romãozinho, da onça maneta, do pai do mato, do diabinho da garrafa, e tantas outras.

Contos Folclóricos da Região Nordeste
No nordeste, destacam-se as lendas da cabra cabriola, do bicho-homem, do cabeça-de-cuia, do nego d’água, do barba ruiva, do papa figo, da cidade encantada de Jericoacoara, entre muitas outras.

Contos Folclóricos da Região Norte
Na região norte, são conhecidas as lendas do boto, da vitória-régia, do boitatá, da cobra grande ou cobra norato, da iara ou mãe d’água, do matita perêra,  da mula sem cabeça, e tantas mais.

Contos Folclóricos Comuns em Todo País
Além das lendas que possuem uma expressividade mais forte em determinadas regiões, existem aquelas que são comuns em todo o país, como as lendas do curupira, do saci-pererê, do lobisomem, da cuca e do bicho-papão.

Comemorações
O Dia do Folclore é comemorado com eventos e festas, no dia 22 de agosto, aqui no Brasil. Além dessa data, recentemente foi criado o Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro, anualmente, com festas folclóricas em homenagem a esse personagem.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ditados Populares

Eu considero como ditados populares todas aquelas frases que "pegam", que são repetidas por muitas pessoas e "divulgadas"  boca a boca ou nos pára-choques de caminhões. É verdade que algumas são assim, meio que sarcásticas, outras têm duplo sentido - mas aí, o que elas estão dizendo, depende de quem as lê. De qualquer forma, a maioria delas são engraçadas. Algumas são sentimentais, embora tenha muita gente que as considere "bregas". Eu, pessoalmente, gosto dessa enorme variedade que existe em nosso país e de toda forma de expressão, desde as mais eruditas até as mais populares.

Um grande abraço,
Vera